29 de outubro de 2026
- O mercado de matérias-primas inicia esta quinta-feira com soja em queda em Chicago, demanda do etanol oferecendo suporte ao milho e dólar próximo de R$ 5,35. Os estoques de farelo na China e os indicadores econômicos dos Estados Unidos completam os principais pontos de atenção para o setor de nutrição animal.
Soja recua com oferta e concorrência brasileira
Na abertura, o contrato de soja para novembro opera perto de US$ 12,16 por bushel, pressionado pela oferta e pela concorrência brasileira.
Na China, o aumento do esmagamento — processamento da soja para produção de farelo e óleo — ocorre junto a estoques maiores desses derivados, o que pode limitar novas compras chinesas de soja.
Para o comprador brasileiro, o cenário merece acompanhamento, mas a queda da soja em grão não significa redução automática no preço do farelo de soja.
Etanol americano oferece suporte ao milho
A produção de etanol nos Estados Unidos atinge 1,118 milhão de barris por dia, segundo o boletim recebido, que não especifica o período de referência.
O volume oferece suporte ao milho pelo uso do cereal na fabricação do combustível. O efeito apresentado se refere ao mercado americano e, isoladamente, não indica alteração nos preços praticados no Brasil.
Câmbio acompanha indicadores dos Estados Unidos
Às 9h15, o dólar estava próximo de R$ 5,35, com estabilidade na referência informada. O Dollar Index (DXY), indicador da força da moeda americana frente a uma cesta de divisas, registrava 102,2 pontos, com alta de 0,1%.
Depois da manutenção dos juros pelo Federal Reserve em 28 de outubro, as atenções se voltavam à primeira estimativa do PIB americano e ao PCE, indicador de inflação, previstos para as 9h30.
Resultados acima do esperado poderiam elevar os rendimentos dos títulos públicos americanos e pressionar o real, conforme os cenários descritos no boletim. Leituras mais fracas poderiam aliviar essa pressão. No Brasil, a percepção de risco fiscal também seguia no radar.
Trigo acompanha Mar Negro; gás caro preocupa fertilizantes
O trigo retorna à região de US$ 6 por bushel, diante das expectativas de retomada dos fluxos comerciais do Mar Negro. A perspectiva de normalização dos embarques influencia o mercado, embora o material não confirme essa retomada.
Na Europa, o gás natural caro aumenta a atenção sobre a produção de fertilizantes, sem indicação, nos dados recebidos, de mudanças na oferta brasileira.
Leitura Okamoto
A leitura da Okamoto é de uma abertura com forças distintas: a oferta pressiona a soja, enquanto a demanda do etanol oferece sustentação ao milho. Os estoques de farelo na China acrescentam um ponto de atenção à demanda internacional, mas esses movimentos ainda não permitem afirmar uma mudança no custo das matérias-primas para as fábricas de ração brasileiras.